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terça-feira, 29 setembro, 2020

Na tora

Quando o planejamento estava pronto e o cronograma traçado o mundo desabou e 2020 passou a ser o ano que não aconteceu. Todos os planos tiveram que ser adiados e o Plano B entrou em cena, pra quem não tinha foi de fato o tal “se vira nos 30”. De uma hora para a outra passamos os olhos nas páginas dos jornais e nos noticiários das TV’s e quase perdemos a esperança, mas alguma coisa nos trouxe de volta e foi justamente a força da vontade necessária que tem que existir dentro de cada um, para realizar, para empreender e é claro para viver.

O setembro amarelo nos alerta para o perigo da depressão que pode levar a transtornos psicossomáticos, que podem desequilibrar o nosso corpo e nos levar à atitudes extremas, como por exemplo o suicídio. Por isto, é necessário que o fator motivacional desenvolva para criar expectativa para os novos tempos.


No momento anunciado da pandemia do Covid-19, no final do ano de 2019, o pavor tomou conta da humanidade e a doença, que escapou de um laboratório lá na China, parou o mundo. O pior, de uma forma assustadora foi logo impregnada pela política e aí se tornou a uma “Pandelítica”, todo mundo queria tirar uma casquinha. A indústria farmacêutica e de equipamentos hospitalares, com seus laboratórios, espetaculares, onde pesquisadores manipulam quase tudo, inclusive o próprio vírus Covid-19, que agora ameaça a humanidade, “correm contra o tempo” e recebem uma onda de novos investimentos neste setor. O mundo fica refém e cria-se um momento de emergência, onde os recursos públicos, aqui no Brasil, foram disponibilizados conforme um programa traçado pelo Governo Federal com aprovação do Congresso Nacional, porém, sem autoridade de controle dos gastos feitos pelos estados e municípios, o que gerou desvios contabilizados e investigados pela PF que está perto dos 900 milhões de reais. Foram compras superfaturas e equipamentos obsoletos e até, que não funcionam, mais as montagens de estruturas e que também nunca foram utilizadas.


Por aí meu amigo, você pega no ar o pensamento de que as crises geram oportunidades e se você observar o nosso cotidiano da pandemia aumentaram os investimentos no mundo digital e alguns serviços urbanos tiveram também um crescimento significativo, como é o caso do delivery e dos aplicativos de transporte.
Para isto, acontecer bastou a criatividade do brasileiro e os investimentos, que foram feitos no auxilio emergencial, para os cidadãos e para as empresas, contrabalançando a queda de empregos. Perceberam também, que apesar do aumento da violência doméstica, devido ao confinamento, aparentemente diminuíram os assaltos. Opa!! este é outro assunto que aqui no Brasil não se trata somente de assunto de rua, este caso é de polícia na política.


Os recursos para o enfrentamento do Covid-19, em alguns estados, não foram bem utilizados. Mesmo com impacto da doença o Brasil continuou empreendendo esforços na construção de estradas de ferro e de asfalto, a transposição do Rio São Francisco tornou-se realidade, o impasse da floresta Amazônica está na pauta diária da oposição, mas isto deu gancho para o Governo Federal criar programas de defesa para a região e as safras agrícolas continuaram a contrabalançar a balança comercial. Nesta seara somente o arroz, cuja cultura estava sendo desestimulada desde os governos passados, agora é um peso no bolso do cidadão. Sabem porquê? Não é o mercado internacional e nem a alta do dólar, mas sim, o recuo de muitos produtores com esta lavoura, que amargavam prejuízo com o tabelamento do produto, e como todos sabem a lei da oferta e procura é imbatível. Há 5 anos atrás o País produzia um pouco mais de 12 milhões de toneladas de arroz e a safra atual (19/20) foi perto de 11 milhões de toneladas, portanto menos 10% e é claro, o consumo cresceu.

Agora o cereal é a bola da vez nas notícias que buscam desestabilizar o emocional do cidadão, a exemplo do que fizeram com o vírus. Neste caso, a expressão arroz com feijão perde a essência do significado popular porque vai passar a ser comida de domingo. Afinal, o carboidrato que está fora de moda para uma sofisticada fatia de brasileiros poderá se tornar moda e uma outra mudança de hábito está em curso. Será? Afinal em curto período tantas mudanças de hábitos e alguns vieram pra ficar, sinalizando um mundo novo. Mais perigoso? Não sei. Talvez menos confiável.

Por Fernando Xim

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