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domingo, 29 novembro, 2020

Após sufocamento, reabertura de bares e restaurantes em Viçosa traz esperança ao setor

Desde que foram impedidos de realizar atendimento presencial, em março desse ano, o setor de bares e restaurantes vem sofrendo com a baixa nas vendas, e fazendo mágica para poder se manter em meio ao cenário pandêmico que afeta o mundo.

Segundo a Associação de Bares e Restaurantes de Viçosa, (Abrasel), 6 restaurantes associados encerraram suas atividades. Fora da associação ao menos outros 8 tiveram que fechar as portas.

O fechamento total sufocou bastante as empresas. Nas primeiras pedidas da prefeitura antes do “Minas Consciente”, eram solicitadas readequações que de acordo com alguns empresários não eram viáveis a curto prazo.

Agora, a liberação gradual das atividades trouxe um pouco de esperança para quem trabalha nesse setor. Apesar da burocracia nos protocolos de segurança exigida pela administração municipal, e da impossibilidade levar aos restaurantes um número grande de clientes. De acordo com a Abrasel os donos comemoram esse pequeno passo para uma volta à normalidade.

Melhor pingar do que faltar

É assim que Franklin Abreu, dono de um restaurante localizado na rua dos estudantes, região central de Viçosa define o retorno às atividades. “Para quem está com sede algumas gotas são suficientes” diz o empresário.

Ainda não dá pra falar em uma saúde financeira do negócio, porém ele e outros colegas enxergam na recente reabertura um sentimento de confiança. “O vírus não vai passar agora, temos que nos adequar e a vida tem que continuar, não adianta ficar enclausurado o tempo todo… Essa reabertura está sendo bem legal do ponto de vista educativo, estamos aprendendo e mostrando que seguindo as medidas de higiene e distanciamento, as pessoas podem voltar a frequentar os estabelecimentos”, comenta Franklin.

Temos que começar de algum lugar

Dono de quatro lojas na cidade Wanderley Gomes, diz que está “quebrado” e mesmo assim consegue resistir ao cenário. O empresário também compartilha da opinião de que, ao menos por enquanto, a reabertura não garante uma vitalidade nas finanças, “O nosso custo continua o mesmo, senão estiver maior com os protocolos de higiene que precisam ser seguidos”, comenta.

Para ele ainda vai ser preciso muito tempo para que as coisas voltem ao normal, mas se o setor não abrir de maneira reduzida e segura agora, vai demorar mais ainda para que as empresas se recuperem.

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